Pastorais
Os méritos de Cristo

7 de março de 2013

Vivemos imersos em um mundo onde a meritocracia está entranhada nas relações humanas. As escolas premiam bons alunos; pais recompensam filhos estudiosos e comportados; empresas promovem bons profissionais. No caso particular do mundo corporativo, vemos que muitos buscam trabalhar em empresas com valores e crenças atreladas à meritocracia. As pessoas querem ser promovidas por mérito, por resultados atingidos. Na perspectiva de um mundo neoliberal e de economia de mercado não há nada de errado nisso. Pelo contrário, isto se configura até como uma boa prática. O problema acontece quando esta mentalidade encontra espaço no coração apóstata do homem, e faz coro com sua necessidade de autojustificação; quando esta relação de mérito define o relacionamento entre os homens e Deus.

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Quando perguntamos a alguém “Como vai você, tudo bem ?” é muito comum ouvirmos a resposta “Vou bem, muito melhor do que mereço.” Por mais que esta resposta carregue em si um senso de humildade, na realidade ela parte de uma premissa calcada em meritocracia, de uma relação de mérito. Ouvimos com freqüência pessoas dizendo acreditar que merecem isto ou aquilo pois fizeram por onde sendo honestas, sendo moralmente corretas, fazendo o bem ao próximo,e etc. Invariavelmente quando conversamos com pessoas religiosas, podemos observar sistemas de regras e rituais através dos quais elas procuram agradar a seu Deus, ou seus deuses, para de alguma forma merecerem bênçãos em troca – inclusive a própria salvação. Até mesmo nós cristãos reformados nos deixamos influenciar por tal mentalidade e somos pegos em nossa praxis buscando de alguma forma agradar a Deus para merecer Dele bênçãos celestiais.

O apóstolo Paulo na epístola aos Romanos nos ensina que não há mérito algum em nós para que recebamos o favor de Deus. A nossa justificação é pela fé somente, e através apenas dos méritos de Cristo. Não há nada em nós que nos justifique diante de Deus. Não há mérito algum sequer. Somos todos devedores para com Deus. Todos pecamos e carecemos da glória de Deus (Rm 3.23); e apenas em Cristo somos libertos da condenação. Nossas transgressões foram redimidas pela morte de Cristo. Estar em Cristo nos faz justos ! Em Cristo a sentença promulgada contra nós foi cumprida e portanto somos absolvidos por causa de seu sacrifício!  Cristo assume nossa natureza carnal, ainda que sem pecado, e aplaca a ira de Deus em sua própria carne recebendo a condenação a nós reservada.

2 Co5.21: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

SOMOS DECLARADOS JUSTOS PELOS MÉRITOS DO FILHO ! Tome cuidado irmão, irmã com qualquer voz que leve você a um sentimento de mérito perante o Deus que lhe remiu pelos méritos de Cristo.

Rev. Dusi

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