Pastorais
Pais Fugitivos

13 de dezembro de 2013

“Eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.” Mateus 2.13

 

Foge! Imagine receber esta mensagem vinda de Deus? Por que? Vejamos, José obedeceu a Deus, namorou uma moça crente que temia ao Senhor e foi escolhida por Deus para dar a luz a Jesus Cristo. Ele, José, aceitou a ordem divina de manter seu relacionamento, sendo zeloso com Maria e se casou com ela.

José preservou o bom nome de Maria e no casamento esperou pacientemente, que ela desse a luz a Cristo, para então ter uma vida conjugal plena com sua esposa. Homem como José não se encontra com facilidade.

Este grande homem, crente, amoroso, honrado, altruísta, deseja apenas seguir com sua vida, afinal, nada mais legítimo e natural que constituir família e viver para ela. Mas seu ministério era grande, e caberia a José a missão de proteger Maria e aquela criança muito especial, o salvador do mundo, Jesus Cristo.

Obviamente que seus planos iniciais de uma vida com Maria haviam sido drasticamente mudados com a gravidez de sua noiva, por obra do Espírito Santo, mas passada esta tempestade inicial, era para se esperar uma vida cheia de paz. No entanto, a mensagem que agora chega vinda da parte de Deus é clara: Foge!

José serviu a Deus, mas o mundo deseja matar sua família. Pela graça, José recebe a informação vinda do Senhor, onde não havia qualquer possibilidade de dúvida. Deus dirige seus amados mesmo quando o mundo todo quer se levantar contra o povo do Senhor. A providência ultrapassa as expectativas e o que era o curso natural de uma vida em família se torna uma jornada rumo ao desconhecido.

O que José sabia, era que em qualquer lugar, Deus estaria sempre com ele. A fuga da espada de Herodes, é ao mesmo tempo o encontro com o cuidado de Deus!

José nos ensina que pais fugitivos do mundo são aqueles que conduzem seus filhos para os braços de Deus. O Egito é a terra distante, mas nunca distante o bastante para o cuidado de Deus. Tempos depois, no Egito, Deus volta a falar com José mandando-o de volta para Israel. Deus não está limitado a uma nação ou época, Ele reina em todo tempo, em todo lugar, o tempo todo!

O que José aprendeu, é que o nascimento de Jesus Cristo era a certeza plena, real e palpável da presença de Deus entre os homens: Emanuel!

Que este Natal, seja uma fuga das armadilhas do mundo e uma busca para estar no centro da vontade de Deus!

Deus te abençoe!

Rev Leonardo Sahium

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