Pastorais
UM DIA DE FESTA E REFLEXÃO

6 de agosto de 2014

De acordo com os relatos históricos, o dia dos pais surgiu nos Estados Unidos no ano de 1909. Ao ouvir um sermão para as mães, Sonora Louise Smart Dodd teve a ideia de celebrar o Dia dos Pais. Seu propósito era homenagear o próprio pai que, após perder a esposa em trabalho de parto, criou sozinho os seis filhos. A partir daí, a ideia se espalhou por vários países e foi instituída no Brasil em 14 de agosto de 1953.

O segundo domingo de agosto é um convite para refletir neste personagem tão importante na estrutura familiar. A paternidade é um atributo divino e existente desde a eternidade. No entanto, aprouve ao soberano Criador permitir que os homens acessassem esta dádiva, estabelecendo vínculos com seus filhos, nutrindo-os de amor, proteção e sustento. Por isso, o cumprimento do papel paterno precisa ser espelhado no Pai Eterno.

A parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-31) descreve com precisão as características que devem ser encontradas naqueles que buscam a aprovação de Deus neste ofício. São homens mansos, amorosos, misericordiosos, reconciliadores e esperançosos. Mantidos por uma permanente expectativa de ver a progressiva ação de Deus na vida dos seus filhos. Para isso, buscam a verdadeira consagração, servindo de modelo no lar e apontando o caminho para o temor a Deus e a piedade, conforme o registro de Deuteronômio 6.6,7: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”.

Por outro lado, o segundo domingo de agosto é uma excelente oportunidade para que filhos reavaliem a postura e os sentimentos que estão cultivando em relação aos seus pais. Independente da história de vida e dos tropeços daqueles que servem de referência, o mandamento divino é para que estes sejam alvo de honra: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” Ex 20.12. Este mandamento se manifesta quando a obediência é exercida com prazer e alegria.

Ao olhar para seu pai, Sonora Louise sentiu-se motivada a criar o Dia dos Pais. E hoje, muitos filhos podem externar em frases e presentes o amor a estes que têm nos ombros a responsabilidade de apontar o caminho, suprir de carinho e proteção suas casas. No entanto, o respeito e a submissão, frutos de um amor sincero aos pais, deve encher os corações dos filhos que buscam agradar. Que o Espírito Santo de Deus capacite pais e filhos no cumprimento dos seus papeis e no desenvolvimento do verdadeiro amor.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

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