Pastorais
Um tesouro pessoal de Deus

17 de outubro de 2013

Na trajetória da vida, alguns objetos se tornam símbolos de momentos que foram profundamente significativos. Cartas, joias, fotos e presentes são separados e guardados em lugares muito especiais para jamais serem apagados da frenética consciência. Estão dentro de caixas, pastas, porta-joias, gavetas e são visitados vez por outra para aguçar na memória aquele doce saudosismo de uma situação inesquecível.

Não somente aquilo que tem importância emocional, mas também os bens materiais são protegidos da melhor maneira possível. Empresas de segurança se inovam em tecnologia para produzir a sensação de que seus rendimentos e patrimônios estão blindados de qualquer risco.

O que é valoroso está guardado em armários, contas, mas principalmente no coração. Nobre lugar para arquivar os companheiros nas alegrias e inseparáveis nas adversidades da caminhada. São os familiares, amigos e irmãos, selecionados como pedras preciosas que jamais podem escoar para o abismo do esquecimento.

Se os homens resguardam tão bem os seus tesouros, o que poderia ser dito a respeito de Deus? A Bíblia assegura que os salvos em Cristo estão no esconderijo das suas asas (Sl 61.4), são guardados em vida (Dt 6.24), protegidos e preservados nesta terra (Sl 41.2). Isso faz toda diferença, pois indica que os filhos de Deus não estão jogados ao acaso ou ao descaso. Não são descartáveis e nem estão vagando em direção ao infinito horizonte, mas pelo contrário, foram conduzidos à casa do Pai (Lc 15), lugar com a segurança garantida pelo poderoso Leão da Tribo de Judá (Ap 5.5).

Esta proteção que Deus concede aos seus fundamenta-se no fato de que Ele os trata como tesouro pessoal. Esta é a explicação fornecida no texto de Deuteronômio 7.6b: “…o Senhor, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal.” (Dt 7.6b – NVI). Os salvos e remidos pelo sangue de Cristo tiveram um custo muito alto para se tornarem povo de propriedade exclusiva de Deus (1 Pe 2.9), e por isso, Ele os esconde em suas próprias mãos e dali ninguém os arrebata.

A Igreja Presbiteriana da Gávea completa 46 anos e muitas preciosidades estão registradas nas vidas dos seus membros e de tantos outros que foram e são abençoados por meio desta parte do corpo de Cristo. Quase meio século experimentando a graça, a bondade, o amor, o socorro, o cuidado e o amparo de um Deus que os trata como seu tesouro pessoal.

Rev. Alexandre Rodrigues Sena

Share