Pastorais
VALORIZE AS PAUSAS

5 de março de 2016

“Então, subiu Jesus ao monte e assentou-se ali com seus discípulos” João 6.3

Jesus Cristo é nosso grande exemplo. Tudo o que ele fez e falou é o modelo padrão para todos nós, por isso, somos chamados de cristãos. No versículo 2, ou seja, o versículo imediatamente anterior ao que está descrito em nossa pastoral, encontramos Jesus cercado pela multidão que havia testemunhado os sinais e curas que ele havia realizado. Mesmo neste contexto com uma agenda complexa, Jesus nos ensina a importância da pausa. Observe que Ele sobe ao monte e tira um tempo com seus discípulos.

Jesus sabe equilibrar a ação missionária com a reflexão devocional em comunhão. Porque a comunhão devocional não é apenas na solitude, em um tempo individual, mas é também vivida coletivamente, na relação eclesiástica.

Um dos perigos de nossa agenda lotada é a superposição de tarefas quando iniciamos algo sem ter concluído o anterior. Este tipo de atitude gera estresse e acaba por reduzir qualidade daquilo que se está fazendo. Outro perigo é a ausência da reflexão, da contemplação do que se acabou de realizar. Devemos aprender com Cristo mais este princípio de vida. Ele sempre observava o resultado de sua obra, de suas palavras. Jesus sempre perguntava a opinião dos que estavam com ele, sobre suas palavras, conceitos, valores e missão. Não era por insegurança que ele agia assim, mas para nos ensinar um princípio. Nada na vida de Cristo é fruto do acaso. Estas pausas para ouvir proporcionavam uma maior reflexão entre os discípulos e como resultado disso, um maior aprofundamento nas verdades ensinadas.

No ministério de Jesus Cristo havia tempo para a pausa, mas ele também nos ensinou a ter este momento em um lugar especial. Encontramos Jesus, em suas pausas, no deserto, no jardim, às margens de um lago, em cima de um pequeno monte ou mesmo dentro de uma casa. Eram lugares diferentes, afinal, ele não queria sacralizar um lugar geográfico. Mas eram lugares separados para aquela pausa para reflexão e comunhão.

Finalmente, percebemos o quanto estas pausas foram aprendidas pelos discípulos de Jesus Cristo. Depois da ressurreição de Jesus, encontramos várias vezes os discípulos reunidos para pensar a sua relação com Deus, para discutir estratégias para a vida comunitária e também para que cada um dos servos do Senhor pudesse ter o seu próprio momento com Deus.

Precisamos aprender a valorizar as pausas e fazer delas um momento de reflexão individual e também comunitária.

Que Deus nos abençoe!

Rev. Leonardo Sahium

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